Análise da Ação EMBR3: impacto do novo contrato na Europa
A Análise da Ação EMBR3 começa com uma notícia positiva: a Embraer anunciou que a Suécia adquiriu quatro aeronaves C-390, com opção de compra de outras sete unidades. Esse contrato reforça a presença da fabricante brasileira entre os países da OTAN e amplia sua atuação no mercado europeu de defesa. Com a entrada sueca, a parceria já inclui Holanda e Áustria, que juntas haviam encomendado nove aeronaves em 2024. Embora o pedido-base já fosse esperado após o acordo preliminar da LAAD 2025, a confirmação das opções adicionais fortalece o valor estratégico do projeto. Assim, o mercado reagiu de forma positiva, interpretando o movimento como um novo impulso de crescimento para a empresa.
Crescimento impulsionado pelo aumento dos gastos militares
A assinatura do contrato ocorre em um contexto de forte aumento nos orçamentos de defesa europeus, especialmente após tensões geopolíticas recentes. O governo sueco elevou em 18% o orçamento de defesa para 2026, chegando a 2,8% do PIB. Além disso, planeja atingir 3,1% até 2028, o que deve estimular futuras compras da aeronave. Essa tendência beneficia diretamente a Embraer, já que os países da OTAN têm priorizado a substituição de frotas antigas por modelos mais eficientes, como o C-390 Millennium. Dessa forma, a empresa fortalece seu posicionamento competitivo e amplia o potencial de receita no segmento de defesa.
Desempenho comercial e novos contratos
O ritmo de vendas da Embraer segue acelerado em 2025. Além do contrato com a Suécia, a empresa conquistou pedidos relevantes na aviação executiva e comercial, com destaque para: a Flexjet, que realizou a maior encomenda de jatos executivos da história da companhia; a Avelo e a LATAM, que firmaram acordos expressivos para a linha E2; e novas encomendas de Portugal e Lituânia no setor de defesa. Com isso, a carteira de pedidos deve ultrapassar US$ 30 bilhões, representando um dos melhores patamares desde 2019. Esse cenário confirma o momento positivo da companhia e reforça a recomendação de compra para EMBR3 pelos analistas do BTG Pactual.
Fundamentos e valuation de EMBR3
| Indicador | 2023 | 2024 | 2025E | 2026E | 2027E |
|---|---|---|---|---|---|
| RoIC (EBIT) | 7,7% | 10,8% | 12,1% | 12,8% | 13,5% |
| EV/EBITDA | 9,3x | 10,8x | 14,5x | 12,9x | 11,5x |
| P/L | 20,8x | 17,7x | 38,6x | 26,1x | 23,3x |
| Dividend Yield | – | – | 0,4% | 1,3% | 1,5% |
| Resumo Financeiro (US$ milhões) | 2023 | 2024 | 2025E | 2026E | 2027E |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita | 5.269 | 6.395 | 7.459 | 8.155 | 8.821 |
| EBITDA | 526 | 733 | 854 | 965 | 1.058 |
| Lucro Líquido | 164 | 383 | 282 | 415 | 466 |
Com preço atual de R$ 77,90 e preço-alvo de R$ 104,00, a Análise da Ação EMBR3 mostra um potencial de valorização expressivo, sustentado por fundamentos sólidos e projeção de margens mais altas nos próximos trimestres.
Expectativas e desafios à frente
Apesar do bom momento operacional, o foco do mercado deve migrar para a capacidade de execução da Embraer. A companhia precisa entregar os contratos em prazo e com eficiência, garantindo ganhos de margem à medida que acelera a produção. O tema deve ser central no Investor Day de 14 de outubro, quando a gestão deve detalhar metas e iniciativas de longo prazo. Assim, a performance futura de EMBR3 dependerá não apenas do volume de pedidos, mas da execução consistente e da conversão desses acordos em rentabilidade sustentável.
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Fonte: Research BTG Pactual
